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Perdão



Eu me traí mais uma vez. Tão moderninha e eu aqui com meus preconceitos. Pior, preconceitos cretinos contra a minha própria vocação. Eu gosto de arte, pior (melhor?) ainda eu gosto de trabalhar com arte. Teatro, música, texto, desenho, cor, performances... criar, criar, criar é o céu. Mas hoje me toquei.
Confesso sentir vergonha de gostar disso. Confesso pensar que arte não dá grana. Confesso ficar receosa de divulgar espetáculos para gente que não é do meio. Eu penso que não vão gostar. Na verdade senti nojo de mim. Que hipócrita pensando que arte é luxo que a minoria curte, porque não tem acesso a cultura e eu aqui menosprezando a carreira. Óbvio que isso tudo estava no inconsciente até hoje. Quando dei por mim. Abismada fiquei. Parece um gesso, opiniões prontas que padronizam a gente. 

Ah, piedade de nós. Piedade de mim! Blasfemei contra ti arte mesmo em pensamento. Digo sempre que arte salva. Salva da depressão, da opressão, da desilusão, do platonismo, da vingança, do tédio e da rotina.
Peço perdão a todos que acreditaram nas minhas palavras e atitudes ativistas. Me descobri tão conservadora. Há tanto para cavar ainda. Me descobrir e me perder tantas e tantas vezes. Perdão por me julgar boa.

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