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Rafael


Faz muito tempo que tenho a sensação de ter perdido o controle. Isso me faz pular, pular e pular, sem parar. Eu fico tonta e desmaio de tantos sentimentos. Um novelo enojado de sensações contraditórias.
Tem dias que eu tento fugir de mim. Mas não consigo. Corro, medito, leio, saio e nada me entretém. Essa necessidade obsessiva de me sentir viva de novo. Porque sem você estou morta.

Onde deixei cai meu escudo? Como posso me submeter a isso. Logo eu que aprendi desde cedo a me controlar, dominar e amarrar impulsos perigosos. Eu estava bem, na minha bolha e sentada no círculo seguro. Ok, eu reclamava de tédio. Confesso. Mas isso é pior, essa sensação de ser tirada da órbita.
Ansiedade ao extremo. Rua sem saída. Bipolaridade gravada na testa. Estou enjoada, me sinto traída por mim mesma.

Eu não quero você mais aqui. Quero arrancar o desenho bonito e colorido do meu peito. Porque sou medrosa. Você sabe. Sou a pessoa mais medrosa da face da terra. Eu recuso a aventura e a experiência. A montanha russa assim não tem graça. O frio na barriga quando é comigo, não sinto emoção alguma. Não me interessa que compensa. Que para alguns funciona. Eu não me dou bem desejando outra pessoa. Eu quero o controle. Sim eu sou a pessoa egocêntrica, mesquinha e abominável que prefere o seu próprio umbigo. Recuso a magia. Pegue seu papel de bala melado e o jogue fora. Rasgue suas cartas de amor. Queime os livros de poemas. Filmes melindrosos estão proibidos. Meus amigos não me aguentam mais. Até o espelho está de mal comigo. O que eu faço? Preciso de um Prozac.

Sai da minha vida! Eu te rejeito. Renuncio seu papo agradável sobre filmes, música e livros. Na real você e suas críticas idiotas sobre filmes. E seu sorriso é torto. Sua gargalhada tem um barulho bizarro. Você é insuportável. Sempre tão ocupado e sumido. Eu te dou férias. Não me procure mais. Cansei de ter essa sensação de estar sempre acessível. Quero somente eu, de novo. Cadê o antídoto anti-você? Me liberta. Por favor! Você não me quer realmente. Então, corta a pulseirinha que nos une.

Perder tempo - passei dessa fase. Vamos, me dá a tesoura e o lenço que eu te dei. Símbolo das juras que fiz de nunca te fazer chorar. Quem diria, eu que chorei! Logo eu que odeio melodrama disfarçado.