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Autoestima



Faz algum tempo que escuto repentinamente uma voz fraca e histérica implorando: “me ame, por favor. Me ame!” Essa é a voz da minha auto-estima, ou melhor, da minha baixa auto-estima. Eu mudei desde que vim para Florianópolis. Você deve lembrar que fiz o blog quando decidi vir para cá, como uma forma de me dar ânimo para continuar perseguindo os meus objetivos e não voltar atrás. Temia recuar novamente. Eu não voltei para Joinville. Adoro morar aqui, estudar Artes Cênicas e gosto de minhas atividades. Me empenhei muito esse ano em realizar “coisas”. Mas não sei se é porque o semestre está terminando, mas senti necessidade de rever os conceitos, pensar no trajeto e pontuar alguns “nãos”.

Eu me esforço para ser aceita há um bom tempo, desde quando me entendo por gente, me empenho para ser a bonitinha, meiguinha, simpaticazinha, agradavelzinha e inteligentizinha. Tudo para ser aceita. Tenho sérios problemas com rejeição. Sei que acontece, não posso agradar “a gregos e troianos”, mas meu subconsciente me faz querer ser perfeitinha, ou seja, fico em cima do muro. Porque a partir do momento que eu tenho uma opinião, existem pessoas que não concordam e isso é natural. No entanto explica para a minha auto-estima aqui, meu bem.

Eu quero tomar uma atitude perante a vida. Eu quero ser verdadeira comigo mesma, porque nesse esforço inútil em querer agradar tanta gente, eu me perdi no caminho. Minha energia foi gasta para com os outros e o que sobrou para mim? Quero ser mais egoísta neste aspecto, ser mais eu. Não ter vergonha de mostrar quem sou, fisicamente, psicologicamente, intelectualmente e não me menosprezar, porque sim, eu preciso de amor (não se engane!) sou que nem você. Porém esse amor implorado eu não quero!

Resolvi fazer algumas mudanças. Vou cortar o cabelo, porque acho lindo cabelo curto, mas tinha medo de os outros não gostarem, já que geralmente as meninas da minha idade aderem ao corte longo. Vou fazer algumas tatuagens, porque me identifico e não fazia por causa de não agradar a todos os desenhos escolhidos. Vou aceitar meu corpo como ele é. Querido, tenho bundão, pouco peito, não sou alta e tenho muitos cabelos. Sorry, mas essa sou eu.

E as mudanças mais importantes, as interiores, vou dar a minha opinião, mesmo que desagrade a maioria. E só vou fazer realmente o que eu tiver a fim de fazer, ser sincera comigo mesma, é o início para minha autoestima fazer as pazes comigo. Te peço perdão, autoestima, por todos estes anos negligenciados que eu me esforcei terrivelmente para não ser eu e ao contrário ser parecido com todos ao meu redor. Espero que um dia possamos ser melhores amigas novamente, assim como éramos na infância.

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