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Pelo direito de falar palavrão. (ou o mundo dá voltas.)

Estava eu andando na calçada feliz e saltitante para mais uma manhã rotineira de trabalho quando fui surpreendida por várias gotículas de água. Sim, ensopada fiquei! Porra, justo a calça nova que comprei semana passada em 12 vezes. Caralho - puta fiquei. O carro passou em uma poça de água perto da calçada, nem para desviar. Vou xingar o maldito ser humano motorizado.
Tomei fôlego, abria a boca e... Emudeci. Cara, era uma garota dirigindo, na faixa de uns 18 anos de idade. Cara, eu desisti de mandar ela lá pra aquele lugar bonito - compreendi. Eu me vi nela. Perdoei? Óbvio que não, ela manchou a minha calça nova da Levi’s. Sabe quando poderei comprar outra? Somente na próxima encarnação. Mas eu relevei, porque me lembrei de quando recém tinha tirado a carteira de motorista e deixava morrer o carro no semáforo, não cedia a vez para os pedestres em faixas e dei uma vez, somente uma vez (juro) um super banho em uma senhora, tadinha só a vi depois do incidente. Mas eu não fiz por maldade, sério. Eu não vi a poça. “Sorry darling”- passou batido.
Eu ali me deparei na mesma situação, mas em lugar invertido. Ela não viu, como eu não reparei naquela pedestre certa vez. Então, tomei fôlego, abria a boca e berrei: “Vai por um óculos ô dondoca! Tirou a carta pelo correio é, sua pamonha? Então, não dirige em dia chuvoso, sua palhaça!” Mostrei a língua, fiz careta, improvisei uma banana com o braço e segui em frente.

Sem palavrões - porque insultar pode, falar palavrão não.



PS: essa crônica é dedicada à Marina Giacomini Kuze, que fala palavrão amorosamente como ninguém.

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