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Quando a fantasia não basta




Hoje não quero decifrar as entrelinhas, não quero imaginar gestos, não quero tatear carinho.

Hoje eu quero o real, o possível, quero pagar pra ver. Mesmo que não seja o esperado. Prefiro falar, explicar, xingar, espernear com você. Mesmo que doa, mesmo com consequências graves.
Chega de imaginar falas, sentidos, cores, onde não há. Hoje, a triste verdade basta. O tapa na cara dói, o não mais ainda. É assim que tem que ser eu e você trocando ideias, emoções e sensações.

Me tranquei aqui para me proteger da dor, mas mal sabia que aqui dói mais. Dói mais estar sozinha com a minha versão da história. Quero debater com você. Quero me explicar para você. Quero matar você.

Vem cá, deixa eu te contar um segredo. Sabia que se uma pessoa tem um defeito, não significa que ela é totalmente má? Rótulos não estão com nada. Há uma esperança de acreditar novamente, me dá a mão e vamos recomeçar.

Eu mereço por te amar e você merece por não carregar essa culpa aí. É pesado se esconder. Se mostra e eu descubro se eu gosto (vem pra cá, Pitty). Vamos lá, respira fundo e vomita suas verdades, prometo não morrer. Mas se eu chegar a ficar estonteada é só poesia, vou me derreter por você. Sabe por quê? Eu te amo e todo sofrimento não é nada comparado com a vontade que eu tenho de te abraçar.

Eu finalmente te perdoo para poder me perdoar também.

E a névoa sai enquanto as lágrimas secam e a costura se desfaz. E até que a realidade não é tão feia assim... E faz sol aqui fora.