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Carta para uma jovem leitora




Oi leitora*! Você me perguntou como é meu processo de criação, como escrevo as crônicas do blog. Bem, eu gostaria de ter um método de passo a passo organizado para te explicar, mas não tenho. Na verdade sou bem desorganizada e escrevo por necessidade, porque dói. Isso mesmo, escrever dói muito! A alma fica nua, exposta. No entanto, não escrever dói mais ainda.

Em geral eu reluto muito em escrever, preciso de inspiração (leia-se: necessidade extrema) para redigir. Costumo colocar uma música e “vomitar caracteres”, depois releio, corto e substituo as palavras, se necessário.

Sobre quando comecei a escrever, a minha escrita é conseqüência da leitura. Leio muito desde pequena e quando eu tinha uns 9 anos já contava histórias. É meio louco esse artifício, você lê muito, fica super fã de um ou vários autores e começa a escrever meio parecido com o que leu, até descobrir e desenvolver o seu estilo próprio. Lembrando que não existe regra, foi assim comigo, não quer dizer que vai ser contigo.

Dicas para escrever bem? Olha me perdoa, mas eu não tenho muitas. Eu tenho somente duas, super simples. A primeira é leia muito e dos mais diferentes estilos: romance, conto, crônica, poesia, fábula... E a segunda meio óbvia, escreva, invente e arrisque-se. As regras gramaticais não são fáceis, mas é só consultar uma boa gramática ou a própria internet. O que você tem que exercitar é a interpretação textual.  

Seria isso, despeço-me com um muito obrigada pela suas perguntas, fiquei muito feliz em saber que não publico para as moscas. E te desejo toda sorte dessa vida para um futuro dependente de palavras.  

Um abraço e até breve!




*A pessoa pediu para não ser identificada.