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A máscara



"É melhor ser odiado pelo que você é do que ser amado pelo que você não é.”
 (Andre Gide)


Aceitação é uma palavra tão cruel. O mundo se divide entre os aceitos e os não aceitos. O pensamento confuso de que para ser aceito tem que ser parecido tende a me incomodar em alguns dias. Nesses, eu me isolo e organizo o que realmente é importante para mim e não para o outro. Aceitação está enganchada ao verbo agradar que em seu sentido não faz mal algum, mas tem que tomar cuidado em algumas situações, porque é tão fácil virar uma pessoamassinhademodelar a qual se adapta com tudo e com todos e esquece de seus valores, gostos e defeitos.

Ser contrariada é difícil, a boa educação exige que se discordo de alguém, falo com delicadeza. Porém, tem os da turma do contra que não são educados. Nessas horas eu me sinto menos, reclamo, resmungo ou somente me calo. Menos próxima daquela pessoa, o conflito aparece e o extinto de concordar  é intenso, respiro fundo e falo (às vezes somente penso):

- Não, eu não concordo com isso.
- Não, eu não penso que nem você.
- Na real eu não achei engraçado.
- Você está sendo muito grosseiro agora.

                E saio inteira, porque se perder no outro não vale o esforço de ser aceito. E se depois dessa, não houver volta. Se realmente, não te derem mais atenção - deixa ir. Ninguém suporta fingir eternamente.