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24 anos – a idade da decisão



Vamos lá se a Sandy pode fazer uma música para os 30 anos, eu posso escrever uma crônica sobre os meus 24 anos de indecisão. Ontem me peguei lendo uma crônica minha no jornal A Notícia e sorri. Primeira crônica publicada e eu curti à beça. Decidi, é isso que eu quero para a minha vida: ser escritora. Na verdade eu sempre soube desde os livros da Stella Carr quando inventei a minha segunda historia com 13 anos. Mas depois veio a fase da adolescência onde as vozes de fora eram mais altas do que a de dentro e ficou uma bagunça aqui. Estou arrumando a casa até hoje, mas agora é diferente estou consciente.

Penso que esse é o melhor momento da minha vida e não tem sensação melhor do que sentir que estou no lugar certo e na hora certa. É aquela paz que vem do pensamento: se eu morresse agora morreria feliz? SIM. Claro que tenho várias coisas para realizar ainda, quero escrever o tão sonhado romance e publicá-lo, criar uma coluna no jornal, ter uma casa no campo, ter filhos e visitar Paris. Entretanto, 2012 me ensinou uma lição: gaste tempo comemorando. Afinal, eu plantei nada mais certo do que colher saltitando.

Presente - essa é a palavra deste ano, nem no passado e em nem no futuro. Presente é uma palavra tão linda, com suas surpresas e entusiasmo. Posso dizer que tenho algumas cicatrizes, uma tatuagem, alguns dentes arrancados e alguns pecados. Ah! No entanto, também tenho fé, requebrado e um riso frouxo (vem pra cá Mallu Magalhães). Já fui da turma dos 8 ou 80, mas extremos não estão com nada. Equilíbrio, esse cara sabe das coisas. Aprendi que tudo bem eu dar a minha opinião e mudá-la em um minuto depois, pessoas crescem. Nada é eterno, nem os erros.