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O machão

Em pleno século 21 ele está lá, na esquina, no shopping e dentro de casa, é claro. O machão é o filhinho da mamãe que cresceu sem limites e com o rei na barriga. Ele arrota na mesa, monopoliza o controle remoto da televisão e peida na sala de visitas. Quando contrariado bate o pé e faz birra, pois não suporta a palavra: não. Dono da verdade, não gosta de perguntas e quando não é convincente nas respostas (na maioria das vezes) imposta a voz e agride verbalmente a sua família. Logo após a gritaria finaliza com batidas de portas, socos em mesas e paredes. Sai da frente! Porque o seu machão é muito irritado, nervoso e não conhece a palavra: desculpa. E ainda por cima fica emburrado, temperamento típico de uma criança de cinco anos.

O machão gosta de ser chamado como o provedor da casa, para o apelido pegar veste os mais variados modelitos: terno e gravata, roupa para caminhada e até boné com bermudão. É impossível identificá-lo pela vestimenta, mas não se engane! Ele é aquele que fura a fila no banco, engana no troco da padaria, eleva a voz com a atendente de loja, xinga no trânsito, conta lorota para os amigos e joga lixo no chão.

Eu gostaria muito de escrever aqui que essa espécie está em extinção, mas enquanto houver pais omissos que só mimam e não educam seus filhos o monstro mora ao lado, porque de violência verbal para a física é um pulo. Como um alerta final vai um aviso: o machão geralmente casa-se com a mamãezona (aquela que faz tudo, menos abrir a boca para opinar) e o seu filho vai ser o futuro bananão (aquele não tem atitude para nada). Mas sobre esses fica para um outro texto.