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Domingos iguais



Estou naqueles dias em que eu olho através da janela do quarto e vejo que o dia vai ser nublado. São dias iguais, de espera e de muita falta de paciência. Estou mal humorada pela demora da minha conquista, da minha surpresa ou somente pela falta do pote de ouro no fim do arco-íris. Hoje parece que as frases motivacionais grifadas no meu caderninho não fazem mais efeito e se eu morresse agora não faria nenhuma diferença, porque nestas horas penso que sou um completo fracasso.

Estou naqueles dias que não tenho forças para lutar, o passo a frente parece impossível e eu não quero me esforçar. Estou entediada com isso tudo e até o bocejo é custoso de mais. A meu ver a minha vida vai de mal a pior. Trabalho por uma merreca de grana e tenho que matar um leão por dia, porque se não matar quem morre sou eu – de stress. Meu perfil de estudante está aborrecido, já que iniciei tantas faculdades que não consigo contar nos dedos da minha mão direita e não sou boa com esta tradição de terminar coisas. Prefiro iniciar, a empolgação é curta e tem prazo de validade. Esta corrida insana para o topo me deixa com câimbras.

Eu não estou a fim de responder sobre a minha parte sentimental, mas pelo que você percebe, meu semblante indica que passo por uma fase de zero gatos. E quer saber pare de perguntar! Essa pressão só piora os fatos, quando eu estiver feliz da vida prometo que posto uma foto minha e dele no facebook, ok? Não me diga que sou muito exigente, porque estou até agora procurando o real significado dessa palavra. O dicionário é dúbio. E a minha mente anda tão bagunçada com a mentira de ganhar grana que um parceiro agora só iria me atrapalhar. Viu? A desculpa é tão convincente que às vezes de relance até eu acredito.

Casa? Meu lar é uma bagunça, é um entra e sai de gente que não consigo nem decorar os nomes. É claro que não me sinto segura, parecemos ratos atrás de queijo e cuidando para não sermos pego pela ratoeira. Cada um pensa em si e Deus por todos. Teve um tempo que gastei minha energia para organizar a casa, mas vi que é inútil. Afinal, vivemos em democracia e não aprovaram a minha ideia de monarquia, na qual a rainha seria eu. Enquanto não consigo o trono, fico me empurrando na multidão para ser ouvida nas tomadas de decisões.

Como sentiu já tive dias melhores e nesta situação saliento os problemas e as dificuldades. No entanto, é só vir aqui, sentar na minha cadeira em frente à escrivaninha, ligar o notebook, encarar a página em branco do Word e prestar a atenção no barulho das teclas digitadas que me lembro do quão bom é viver. E tenho tanto a escrever, sou saudável e jovem que amanhã será um novo dia. Tenho certeza que acordarei com outro humor.

Desejo uma noite bem humorada para você, porque nas noites de domingos precisamos de fé, honestidade e (mais do que nunca) de bom humor!