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O Peixinho




Era uma vez um peixe amarelo que vivia sozinho em um aquário. Ele era único e sonhava em pular para o aquário vizinho, onde estavam os demais peixes. A água dos vizinhos era mais clara e lá pareciam estar sempre alegres. O Peixinho tinha as barbatanas diferentes e por isso nadava mais lento do que os outros. Ele se sentia mal com essa característica. Decidiu não gostar de si, queria pertencer a um grupo. Ele negava-se diariamente imitando os vizinhos.

Até que em uma manhã o Peixinho acordou inspirado, decidido a realizar o sonho de viver em  uma casa em conjunto. Aquele dia tudo iria mudar. E mudou. Calculou a distância exata do trajeto e esperou a oportunidade. Toda vez que Jimmy alimentava-o ele fazia a melhor cara de suplício e tentava demonstrar a sua vontade, mas não era compreendido. Desta vez, seria diferente. Jimmy abriu a tampa do aquário para alimentá-lo e o Peixinho respirou fundo e pulou. PLÓIN. Radiante com o feito bem sucedido desfilou para os da mesma espécie, mas não deram bola para ele. O Peixinho estranhou o gosto da água e aos poucos começou a se sentir estranho, como um peixe fora d’água.

PS: Este texto é para você que assim como eu em algumas circunstâncias desejou a grama do vizinho, de ser igual a determinada pessoa, não respeitando suas características únicas e especiais. É tão visada a expressão “ser diferente é ser original”, mas na prática ainda existe um molde para ser aceito. Chega disso. Viver em águas vizinhas é custoso e injusto.