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Pelo direito de executar fora da caixinha



Opinião é pessoal, certo? Então, por que tem um monte de gente que se acha o dono da verdade? Respeito para o gosto do outro é isso que está faltando e jogo de cintura para aturar os olhares desaprovadores ao redor. Eu desde pequena sou diferente, aí você diz: “Ok, Priscila. Todos são diferentes.”. Sim, mas eu era diferente querendo ser igual. Sabe por quê? Queria desesperadamente a aprovação do outro. Eita! Como prisioneira eu vivia e não sabia. O fardo era pesado e nunca conseguia a tal aceitação. Pois, não era um único outro era de todos ao meu redor. Loucura! Sim, hoje também tenho a consciência de perceber, mas na época parecia um objetivo alcançável. Parei com isso quando notei que estava me desgastando e a cada dia ficava mais estressada. Quer saber? Dane-se se você rir da minha cara e achar nada a ver, fútil, não entender e demonstrar desprezo. Eu vou olhar com cara de compreensão e dizer: "Ok, compreendo.". Talvez você nem tenha entendido, ou não tenha gostado mesmo. O importante é que pra mim faz sentido. Isso basta.

Era um tipo de vida em cativeiro. Surgia a ideia fantástica, dessas novas mesmo e eu falava e era reprovada. Seguido por um: "Ah, Pri! Estamos falando do real, do palpável volta para o chão.". E eu calava e assentia muda ouvindo as outras propostas que seriam executadas, bem sem graça. Entendeu? Eu não peitava, defendia e fundamentava o meu ponto de vista. Porque lá no fundo já tinha me acostumado com ele ser hipotético e não executável. Chega. Esse pensamento é aprisionador, não posso viver com base somente em experiência já vividas, tenho que pensar fora da caixa e tentar. Se falhar, beleza. Olho para o erro e sigo em frente tentando não falhar no mesmo ponto. Veja bem, não estou dizendo para você ser cabeça dura e teimar no mesmo erro, estou dizendo que se um projeto não deu certo, não significa que todos os teus projetos vão fracassar.


Ah! Posso sentir o cheiro de coragem jovial. Eu já escuto aquele grito de guerra: "Vamos mudar o mundo!". Escute as lições de seus pais, avós e amigos, mas não deixem de sonhar com ideais próprios, porque essa vida ninguém vive por você. E se lá na frente você se tornar um velhinho ranzinza a culpa vai ser toda sua. Não tem desculpa de que não acreditaram em você, não financiaram você e não te valorizaram. Não dê esta extrema importância ao outro, não deposite seus sonhos no externo. Porque eu sei uma coisa desta vida e ela mata todas as outras vozes ao meu redor: tudo eu posso se eu assim acreditar. Imaginar é o primeiro passo para a execução e disso eu entendo. Avante, meu povo!