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Bagunçando a vida



Eu sou uma pessoa desorganizada e agora não sinto nenhum orgulho em admitir isso, mas nem sempre foi assim. Descobri que não me dava com organização desde criança, quando minha mãe chamava a minha atenção para os brinquedos que eu tirava para brincar e não colocava mais no lugar. Quando ela muito brigava, eu colocava no lugar rapidamente, de qualquer jeito.  Mais para me livrar da tarefa (ou seria da bronca?) do que por vê-los no lugar devido. Arrumar cama era outra tarefa que considerava inútil. Sim, senhor! Uma adulta falando? É, eu achava que deveria arrumar a cama somente quando recebesse visitas e como me enquadro nas pessoas com perfil reservado (leia-se bicho do mato) raramente alguém me visita em casa. Então o colchão ficava lá com aquela maçaroca do edredom enrolado feito cobra e eu achava graça.

Até que teve um dia que não achei mais graça na minha falta de organização. Não por menos teve várias vezes que estava atrasada para ir para o trabalho e lembrava de ter que pegar algo e surgia aquela pergunta: cadê? Onde guardei? Onde coloquei? Ai meu Deus vou me atrasar! E de fato me atrasava e me estressada, mas até aí tudo bem, pelo menos eu encontrava, eu pensava. Pois é, até que eu entrei para o curso de Jornalismo, onde dependo de fontes para as minhas matérias, no qual não são obrigadas a responderem na hora que eu quero e são livres de até não topar. E estes dias eu ouvi um não, desses bem dados. Ouvi um: “não posso pra hoje e nem pra a amanhã de manhã. Se você tivesse me avisado com uma semana com antecedência eu dava um jeito, mas agora não consigo”. Eu engoli em seco, a matéria eu fiz mesmo sem aquela fonte, ela não era a bolacha do pacote da matéria, mas era o bônus. E a reportagem ficou sem o A+, mas mesmo assim ficou boa.

Porém, o que me chamou a atenção foi o não recebido, a mensagem funcionou para me ligar que um dia ainda eu iria me ferrar com esta mania de deixar tudo pra em cima da hora. Sim, misturei desorganização com deixar as coisas para o final do segundo round e aí pensa como virava a minha vida. Eu me estresso e estresso os outros ao meu redor e me faço ainda de coitada à espera do reconhecimento com a fala: “olha como ela tá se matando, deve ser realmente boa e ocupada”. Mas não, eu estava enganada, ninguém dá a mínima se você esta estressado ou não e que idiotice achar-se importante por estar estressada. Qualé, Priscila? Que pensamento pequeno. É claro que isso tá ligado a algo interno, acredito que sempre tem raízes que não enxergamos (alô terapia!), mas por enquanto que não descubro vivo comprando agendas que não uso, post it fofos que me esqueço de anotar e colar. Mas eu aprendo, como tudo na vida, organização também se aprende. Que bom que descobri isso antes de me ferrar pra valer, ou não. E você já arrumou a sua cama hoje?

2 Comentários:

  1. Ai que post lindo Pri, cada vez fico mais apaixonada pelo o que você escreve, acho tudo muito lindo e muito fofo. Cada palavra parece que vem da sua alma e nos identificamos com tudo, gostaria de adquirir o seu livro... Logo estou ansiosa para lê-lo.

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    1. Oi, Day! Obrigada pelos elogios, assim você me incentiva a continuar. Então, você adquiri o livro diretamente comigo, me manda um e-mail (priscilandreza@gmail.com) que te explico certinho como funciona. Beijos!

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