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Certa vez, li que estamos aqui na terra não para aprendermos, mas para relembrarmos quem a gente é. A primeira lida provocou estranhamento, mas passado alguns dias, eu absorvi a ideia e constatei que a frase é verdadeira para mim.

A minha vida inteira eu ouvi que o mundo é difícil, que para ser alguém na vida tem que trabalhar arduamente, que não tá fácil pra ninguém, e pior ainda, que se fosse fácil não seria divertido. Ok, calma! A vida não é tipo um campo de guerra e ganha o que resiste mais. Já dizia Rocky Balboa: “Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha". Eu fico na dúvida.

Você já sentiu vontade de berrar de alegria, pular, fazer coreografia nada a ver ou rir escandalosamente sem se importar com os outros? Provavelmente nesse momento você estava contente, muito animada com alguma coisa, pode ter sido acompanhada ou sozinha, não interessa. Mas nessa ocasião você se sentiu como se estivesse na hora certa e sendo a pessoa certa, sentido que se morresse naquele dia morreria feliz. Eu já tive alguns momentos desses do tipo: “Yeah, baby! Nasci pra isso”. E meu primeiro pensamento é esse que descrevi na linha de cima: “morrer feliz”, algumas amigas me acham meio mórbida por pensar assim, mas considero um pensamento racional e positivo.

Enfim, estava escrevendo sobre o como não vejo nexo no pensamento que a vida tem que ser árdua para ter sentido. Olha, não estou dizendo que tudo vai ser moleza, por favor, levanta a bunda do sofá e vai correr atrás dos seus sonhos, mas o percurso não precisa ser tão estressante. Lá fora não é uma selva. Eu digo isso contrariando uma pessoa muito querida minha, é algum dia eu iria contrariá-la. Mas enfim, concordo com o raciocínio que estamos aqui para relembrar quem somos. A vida foi feita para criar e exercer a nossa forma mais bela e plena e penso que quando estamos no caminho pode ser difícil, mas temos paz.

Outra coisa que tenho reparado é como compartilhamos reclamações e quase nunca conquistas. Você percebe, isso? Ou eu estou enlouquecendo sozinha? O que tenho reparado é que reclamações servem para puxar conversa. Elas surgem nos mais variados lugares: no escritório, no elevador, ponto de ônibus, na fila do banco e na hora do cafezinho. Porém, conquistas não contamos, não espalhamos aos quatro cantos. É como se uma vozinha soasse: “não fale muito alto sua vitória, vai que colocam olho gordo” ou “berrar por aí como você é feliz dá azar”. Que absurdo! Você concorda comigo? Na minha opinião falando de sonhos incentivo o outro a conquistar também, dizer que é possível atingir os objetivos, colorimos mais o mundo (eu sei, sou romântica e sonhadora sem cura). Pelo menos eu adoro uma super novidade que o meu vizinho está sendo bem sucedido na vida.

Tá não vamos ser hipócritas, a inveja existe, mas divulgando os feitos ou não, ela vai estar sempre lá no coração de quem não é corajoso o suficiente para ir em busca dos seus desejos. É isso, a mensagem que ficou na minha cabeça o dia todo é: quero me relembrar por completo, para quando o meu dia de morte chegar (e isso é a única coisa certa na vida) que eu morra sorrindo por ter pelo menos tentado fazer tudo que quis.


4 Comentários:

  1. Priscila que texto maravilhoso concordo com vc totalmente.
    Parabéns pela objetividade, clareza e beleza nas palavras. Adorei e já estou te seguindo.
    Seja bem-vinda ao meu blog:
    leiturasvidaepaixoes.blogspot.com.br

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    1. Obrigada pelos elogios, Aline. Fico muito feliz que tenha gostado do texto!
      Darei uma olhada no seu blog. Beijos, linda!

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  2. Concordo com muitas coisas no seu texto. A vida realmente não precisa ser um campo de batalha. Eu fui criado dessa forma, e isso me causou muitos danos, porque embora eu não concorde, às vezes me pego agindo como se fosse. Daí paro, respiro, e lembro que sou diferente. Não poderia dizer diferente a respeito do que você diz em relação a compartilharmos derrotas, frustrações, ao invés de alegrias e conquistas. Basta olharmos as redes sociais, às vezes parecem um mural de lamentações, ou central de reclamações. Seria muito bom compartilharmos mais as alegrias, ou pequenos prazeres da vida! Parabéns pelo texto!

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    1. Sim, Denis. O sistema induz a competição, é meio que automático, somos incentivados a sermos os melhores em tudo. Mas cada pessoa tem seu ritmo, tempo e definição de felicidade. É inútil, sair correndo sem saber onde se quer chegar. E ficamos olhando para a grama do vizinho sempre mais verde que a nossa. Eu me pergunto sempre quais seriam as dores do outro. Acho muito importante compartilhar lições de vidas, com arranhões e erros, porque é isso que nos faz humano.
      Enfim, muito obrigada pelo elogio e fique à vontade para comentar! Beijos!

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