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Quando a felicidade se torna um peso


Li a revista Claudia deste mês e o que me encantou nesta edição foi a entrevista que o psicanalista e escritor Contardo Calligaris respondeu sobre felicidade. Ele defende a não perseguição da bendita cuja e que simplesmente devemos fazer o que der na telha. Simples assim. Também ele alerta que toda escolha tem seus pontos fracos e devemos viver com as perdas e dores e inclusive sentir ao extremo e não mascará-las.

Contardo ainda questiona a juventude de hoje querer um emprego seguro e um futuro tranquilo de vez de se aventurar no que estiver a fim de fazer. Eu parei para meditar nessa ideia e me pareceu libertadora. Parece que pensando dessa forma as escolhas pesam menos. Se eu penso que quero ser feliz e que uma escolha errada muda toda uma vida, vou me martirizar para sempre o motivo de não ter agido de tal forma, não ter falado quando devia e não ter aguentado um pouco mais.

O que esquecemos é que naquele momento fizemos o que era possível. Como o psicanalista diz na entrevista que, no fundo a gente quase sempre toma a única decisão que poderia tomar naquelas circunstâncias. Fizemos o que conseguíamos. Não vale a pena lamentar o passado. Agora é natural pensar em uma ação diferente, a cabeça é outra. Não posso cobrar uma atitude da Priscila de cinco anos atrás como se ela fosse a Priscila com a mentalidade de hoje. É injusto com ela tadinha. Assim se pensarmos em ter uma vida interessante e  fazer o que está a fim de se fazer, parece que as escolhas são mais focadas no presente.

Colocaram na minha cabeça e eu aceitei que quem tem sucesso na vida é bem sucedido desde criança, assim tipo gênio. Absurdo, né? Podemos mudar de rota em qualquer etapa da vida e assim ser mais leves com relação as escolhas. Porque o passado como todos estão carecas de saber não muda. E que bom que não, dá onde você teria este senso de humor, lições de vida para contar e aquela pitada de compreensão para os erros dos outros?

Este ano foi do caramba, especialmente da metade pra cá. Aprendi muito com várias oportunidades que tive, com gente que conheci e o mais legal, a cada dia me conheço mais. E sim, eu te aceito Priscila de cinco anos atrás, você era muito fofa mesmo com seus erros e medos. E afinal, eu não seria esta Priscila de agora se não fosse por você. Te devo uma, cara!

1 Comentários:

  1. Sua inteligência emocional é fantástica, disse tudo neste texto, amei. Mari

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