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Solteirice


Talvez algumas mulheres não são destinadas a serem domadas. Talvez elas deveriam correr soltas até encontrarem alguém – tão selvagem – para correr com elas.
(Carrie Bradshaw)

A ideia de ter um relacionamento sério me veio à mente e logo após eu sorri, imaginando caminhadas de mãos dadas, cinema nas quartas, passeio na praia aos domingos. Ter alguém com quem tomar sorvete no final da tarde e ligar antes de dormir parece convidativo. E aí a imaginação corre solta, pula corda e brinca de amarelinha. Estou pensando em casamento, filhos e morrer lado a lado. Porque casais idosos são sempre os mais lindos.

Gosto de falar sobre relacionamentos, ouvir amigas, dar opinião, fofocar sobre os encontros da semana. Essas coisas femininas que dividimos no banheiro público. Mas como a maioria das coisas, relacionamentos são mais coloridos na teoria, no platonismo e na imaginação, porque é estável. Quando passa para o real fica perigoso, dá medo e o instinto é sair correndo, romper contrato e construir barreiras.

A frase que mais escuto nestes últimos dias é esta: “você fala assim, porque ainda não se apaixonou”. Ah! Tá. “E como faz pra se apaixonar, tia? Me conta, ou melhor me dá um passo a passo de como fazer” Será que é mesmo assim tão involuntário? Ou posso bloquear e controlar um sentimento?

Tenho medo de me anular, de me perder no outro. Enfim, de ser menos eu. Acredito que na convivência com pessoas, pegamos trejeitos alheios, é assim com pais, irmãos, amigos e com parceiros também. E aí cabe a nós escolher a dedo quem caminhará lado a lado, para os costumes serem positivos. Porque eu não sei você, mas quero alguém que me faça ser uma pessoa melhor. Não para me fazer feliz, seria muita petulância exigir tal descabimento de alguém, felicidade só depende de mim e de mais ninguém.

Na arte da conquista, nós mulheres somos mestras. Roupa nova, sapato de salto, maquiagem impecável, cabelo solto e o olhar 43. Riso na hora certa, certo charme com as mãos e o famoso código de demorar um pouco para achar a chave de casa na hora do tchau. Clássico. É tiro e queda. Mas aí o primeiro encontro vira segundo, que vira terceiro e uma hora a máscara impecável cai. Afinal a sedução é fantástica, mas ninguém é tão lindo e legal assim. Pura fantasia. E o dia a dia é o real com direito a cara amassada de sono, o mau humor matinal, o mal hálito no fim do dia, os cabelos no ralo do banheiro. E tem sempre um mais apressado, o outro é lerdo. Tem sempre um que é menos e esse é o apaixonado. O outro, bem o outro é o apaixonante. E você já sabe quem que dá as ordens na relação, não é?

Mas aí que vem o ponto da questão... Quem ganha? Em qual lado é melhor de se estar? Alguns dizem que é o lado que tem o controle o que se deixa ser amado, afinal ele ama menos, sofre menos e os seus desejos são atendidos. Enquanto o outro parece mais um lunático fazendo surpresas, atendendo vontades e sendo ciumento de um jeito absurdo. Será que para sermos amados temos que podar as características não tão atraentes? Acho isso tão injusto, são os defeitos que fazem a pessoa especial. Sim, somos chatos em vários pontos, apenas os pontos mudam de pessoa para pessoa e só. Somos absurdamente falhos em todo tempo. É irreal quere cobrar perfeição e mais asqueroso é querer controlar cada situação.

A vida somente acontece e não há nada de errado em relaxar e curtir a vista, só por hoje deixe a vida te levar, só por hoje dê uma segunda chance. Afinal as pessoas podem surpreender.   


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