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Natal só é Natal se for compartilhado



Minha timeline do Facebook se encontra dividida, alguns amigos desejam um Feliz Natal, aquela mensagem padrão dessa data e outros fazem piada da mensagem ser a mesma de sempre. Me lembrei da rotina de Natal ontem, enquanto comprava os presentes para minha família e amigos. Eu estava sem acompanhante no shopping Mueller, mas não estava sozinha. Pelo menos mais de duas mil pessoas estavam fazendo exatamente a mesma coisa do que eu escolhendo os presentes natalinos em cima da hora.

Todo início de dezembro eu penso em adiantar as compras, mas acabo deixando para a última hora. Foi esse pensamento que me levou a outro, a rotina do Natal. Pensa comigo, todos os anos enfrentamos filas para comprar presentes, decoramos a casa, cozinhamos arroz com uvas passas, assamos o chester e preparamos alguma sobremesa com chocolate bem calórica. Um mês antes brincamos de amigo secreto com a família  com direito a listar os presentes que queremos ganhar.

Todos os anos tem algum parente que esquece algum prato da ceia e um tio que se passa na bebida.
Se identificou? Seu Natal também é parecido? Mas e daí? Rotina boa essa. Juntar a família e amigos para celebrar o nascimento de Cristo que significa que podemos acreditar no amor e ter esperança de um ano melhor. Para estar com quem eu amo vale o stress, filas e os trocados gastos a mais. O Natal sempre foi a minha data preferida, por causa da decoração, união e solidariedade.

Então, se é sempre igual, não deveria perder a graça? Não. Por que sabe o que muda? As pessoas. Todos os anos famílias passam de uma forma parecida o Natal, mas não deixa de ser uma forma única para cada uma. Minha família é pequena, somos ao todo em oito pessoas.

Todos os anos o Natal é aqui em casa. A mãe prepara o arroz com uvas passas e a sobremesa que é sempre algum mousse, ou de chocolate ou de maracujá, por ser fácil de fazer como ela mesma diz. Ela se maquia ao mesmo tempo que veste a roupa para ter tempo de pensar no acessório que vai usar. Todos temos que ficar bonitos para a foto que eu meu tio vai tirar da família em frente ao pinheiro da sala.

Eu coloco alguma peça de roupa vermelha e lembro que esqueci de comprar o gorro de Papai Noel. Calço um salto alto, geralmente o scarpin preto que substituo pela minha pantufa rosa desbotada logo depois das fotos. A primeira a chegar é a minha avó com a carne assada e as Coca-Colas, três garrafas de dois litros. Sempre sobra uma, mas ela diz que é melhor sobrar do que faltar.

Minha madrinha é a segunda a chegar, gosta de deixar o carro no lado esquerdo da garagem para, segundo ela, dar sorte. Ela sempre traz a Kia motivo de minha mãe tirar o tapete da porta para a cadelinha não fazer xixi nele. Meus tios são os últimos a chegar junto com meu primo. Meu tio conta sempre a mesma piada sem graça algo com pinheiro e a calça furada do Papai Noel. Antes da ceia sempre ligo para meu pai para desejar um Feliz Natal. Depois, gravo dois áudios com a mensagem padrão natalina no WhatsApp para cada uma das minhas melhores amigas.

Depois da ceia, revelamos o amigo secreto fazendo vários elogios e gozações uns com os outros. Ok, todos sabem quem pegou quem na brincadeira, mas ainda assim continua sendo divertida. A noite acaba quando nos entupimos de champanhe. Viu? Este é o meu Natal, mas poderia ser o seu de tão clichê que é, mas não deixa de ser especial.

Um feliz Natal para você e sua família! (Um desejo padrão que não deixa de ser especial)
Beijos! 

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