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Amizade de um sábado à noite


Sábado à noite se você está solteira talvez o programa mais clichê seja sair com as amigas. Bem eu como boa joinvilense solteira que sou, não queria ficar em casa já que todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite (vem pra cá Cidade Negra). O que eu não esperava era fazer um amigo em plena balada e ainda por cima discutir assuntos cabeludos (leia-se sobre relacionamentos) que são discutindo geralmente nas quintas-feiras. Mas não vou me delongar muito, não quero tomar muito o seu tempo, vamos aos fatos. No último sábado teve show de uma banda de rock brasileiro em um pub aqui da cidade.

Evento de rock pede calça preta de couro e um delineador estilo gatinho bem marcado. Eu fui com as amigas e já na fila da entrada encontrei meia dúzia de conhecidos. Esses encontros de conhecidos é sempre um gasto de energia extra para mim, como introvertida que sou não sei socializar com conhecidos. Enfim, depois de mais de meia hora na fila entramos.

O lugar já estava lotado e enquanto a banda não chegava o som era rock pop. Fomos reconhecer o território e constatamos que tinha mais de meia dúzia de homens bonitos no local. Bom, muito bom! Mais de seis bonitos em um lugar está acima da média. Paramos ao lado do bar e ficamos em uma mesa junto com os tais conhecidos, lugar estratégico para quando cansássemos poder sentar, pelo fato de todas estarem usando com salto quinze.

Logo avistei um moreno, alto e com uma barba por fazer. Ele estava do outro lado do bar conversando com o barman, cutuquei minhas amigas para pedir uma segunda, terceira e quarta opinião. Gato - dissemos em uníssono. Ok, agora é fazer notar-se. Ok, só ficar olhando, não deve ser tão difícil! Para ser mais fácil, nós quatro ficamos encarando. O cara notou e nem deu bola. Ok, ele pode se achar, afinal indiscutivelmente ele era o mais gato do pub, mas não olhar para pelo menos uma de nós quatro tinha algo errado.

Perguntamos para o barman se ele vinha sempre ali e tal e o barman deu a dica: olha rapariga, ele gosta da mesma fruta da qual você gosta. Ok, podemos ser amigos depois. Hoje quero dar uns beijos. Avistei outro. Um alto, com cabelos pretos, olhos verdes e um sorriso encantador. Nisso a banda entrou e ele estava bem perto do palco.

Ok, lá vou eu, me deseja sorte. Cheguei perto com a desculpa de querer ver a banda, ele disse “oi”, trocamos uma ideia sobre a banda, ele apresentou os amigos, fizemos piadas sobre o pub... Depois de meia hora de conversa fiada, eu já estava impaciente pensado quando o cidadão iria me beijar. Nisso, ele olha para mim diz que sou simpática, linda e engraçada, mas ele veio com os amigos dele para uma despedida de solteiro e tem mais: ele é casado. Eu pensei que poderia ter ouvido mal, afinal a música estava bem no refrão, a plateia estava pulando e cantando ao mesmo tempo. Ele podia ter dito: azarado, bolado, afobado.

Perguntei: por que você é azarado, está bolado, como assim afobado? Ele riu sem graça e pediu desculpas por não ter avisado antes. Justificou que gostou do papo. Depois do choque inicial, parabenizei-o pela sinceridade e voltei para o canto do bar onde estavam as minhas amigas, já cada uma com um acompanhante. Resolvi beber algo e dar um rolê, ver se conseguia algum dos seis gatos que achamos durante a noite. Volta mal sucedida, já que todos os solteiros já estavam com um par. Pois é, sacanagem o casado me enrolou a meia hora preciosa para socializar e arrumar um casinho de sábado à noite.

Com a noite perdida, a alternativa foi conversar com o casado, mesmo. Já que não iria beijar poderia pelo menos trocar mais algumas ideias. Discutimos sobre decoração, roupas, bandas, locais e até piadas sobre casamento. O amigo dele, Júlio, o cara da despedida de solteiro iria casar no próximo final de semana. E falamos sobre a Ana, mulher do meu recém amigo feito em um sábado à noite. Ana e Alexandre são um casal de sorte. Alexandre me convidou para jantar qualquer dia desses com os dois, disse que Ana vai adorar me conhecer.

Você deve estar achando que eu poderia ter surtado por ele ter feito eu perder o beijo da noite, mas não. O papo sobre casamento e consequentemente sobre relacionamento e a sinceridade do cara fez uma noite de sábado ser mais do que divertida, fez se reconfortante. Sim, existe esperança para nós, solteiras, independentes e exigentes de Joinville. E Alexandre, de azarado você não tem nada.

Eu fico na minha esperado o meu Alexandre, enquanto não chega tento aprender com os desencontros que a vida me traz.

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